Camisola Negra...
sobre a pele se faz transparecer.
Negra, camisola que a mim te mostra...
Pele na pele.
E o desejo posto a nascer.
Deitada à espera, pronta, exposta.
Tecido que cede e expõe tua beleza...
O que, então, era amostra, agora é entrega!
Início de refrega,
Em luta de amor,
Corpos se doam...
Sensações indomadas!
Reações animais!
Dois seres naturais!
Grunhidos, gemidos!
Eriçados pêlos!Línguas e dedos...
Tatos e fatos.
Sabores e olfatos.
Gula, ...tesão!
Negra, a negra pele se perde...
Jogados ao chão...
Nus... corpos nus... Rolam!
Fome, desejo, paixão!
Carnes quentes,
Desejos ardentes,
Febre fervente,
Louca penetração do prazer absoluto...!
Vira e revira,
Assume nova visão.
Incontida, a carne delira.
Úmida, molhada, pronta em união.
Entrega, doma, deleita.
Novamente um corpo se deita.
Chama, lambe, toca e afaga,
Faz-se, da noite de amor, a magia.
Deitada no chão à espreita
A transparente negra pele.
Descansa enfim o fervor.
Da sonhada noite de Amor!...
Vem matar meu desejo...
Me faça delirar de prazer...
Deixe-me correr e percorrer seu corpo molhado de tesão...
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